sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Diabetes


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O METABOLISMO DO COLESTEROL

Síntese do Colesterol
Nos seres humanos, o colesterol pode ser sintetizado a partir do acetil-CoA. O fígado, seguido do intestino, são os principais locais da síntese do colesterol, podendo produzi-lo em grandes quantidades. Pode também ser produzido nos testículos, ovários e córtex adrenal.


Transporte de Colesterol
O colesterol proveniente da dieta, chega ao fígado a partir de quilomícrons remanescentes e daí provoca a inibição da síntese da enzima da HMG-CoA redutase, diminuindo com isto a síntese endógena.

Antes de deixar os hepatócitos (células do fígado), o colesterol incorpora-se nas lipoproteínas VLDL (lipoproteína de densidade muito baixa). Estas, na corrente sanguínea, recebem as apoproteínas E e C2 das HDL (lipoproteína de alta densidade) e, ao passar pelos capilares dos tecidos periféricos, são transformadas em IDL (lipoproteína de densidade intermediária) e depois em LDL. Em indivíduos normais, aproximadamente metade das IDL retornam ao fígado, através dos receptores LDL, por endocitose (LDL e IDL contêm apoproteínas que se ligam especificamente aos receptores LDL – aproximadamente 1.500 receptores por célula), e os remanescentes IDL são convertidos em LDL.

Após ligação com LDL, a região da membrana contendo o complexo receptor-lipoproteína, invagina-se, migra através do citoplasma celular e funde-se lisossomos. A LDL é degradada nestas organelas e os ésteres de colesterol hidrolisados pela enzima colesterol-esterase lisossômica. O colesterol liberado é ressintetizado a éster dentro da célula e pode inibir a produção da redutase dentro de poucas horas, diminuindo com isto, a síntese do colesterol intracelular.

Fonte: www.afh.bio.br

domingo, 22 de novembro de 2009

Sindrome Metabolica..

Diagnóstico:
O diagnóstico leva em conta as características clínicas (presença dos fatores de risco) e dados laboratoriais. Basta a associação de três dos fatores abaixo relacionados para diagnosticar a síndrome metabólica.
• Glicemia em jejum oscilando entre 100 e 125, ou entre 140 e 200 depois de ter tomado glicose; • Valores baixos de HDL, o colesterol bom, e elevados de LDL, o mau colesterol;
• Níveis aumentados de triglicérides e ácido úrico;
• Obesidade central ou periférica determinada pelo índice de massa corpórea (IMC), ou pela medida da circunferência abdominal (nos homens, o valor normal vai até 102 e nas mulheres, até 88), ou pela relação entre as medidas da cintura e do quadril. • Alguns marcadores no sangue, entre eles a proteína C-reativa (PCR), são indicativos da síndrome.


Prevalência:
As manifestações começam na idade adulta e aumentam com o envelhecimento, embora acometa mais o sexo masculino, mulheres com ovários policísticos estão sujeitas a desenvolver a síndrome metabólica, mesmo sendo magras.


Sintomas:
Praticamente todos os componentes da síndrome são inimigos ocultos porque não provocam sintomas, mas representam fatores de risco para doenças cardiovasculares graves.


Tratamento:
O principal e mais eficaz “tratamento” para a síndrome metabólica e complicações associadas passa por uma importante mudança nos hábitos de vida, nomeadamente uma alimentação mais saudável e prática de exercício físico regular com perda do excesso de peso, e deixar de fumar. Como os factores encontram-se interligados, a melhoria de um dos aspectos da síndrome metabólica pode levar a uma melhoria global de todo o quadro clínico.
Tratamento farmacológico pode ser necessário para controlar a hipertensão e os níveis de colesterol, sendo também corrente a utilização de ácido acetilsalicílico para evitar o risco de coagulação e trombose.




Fonte: http://www.drauziovarella.com.br/arquivo/arquivo.asp?doe_id=120

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Novas possibilidades terapêuticas

O crescente número epidemiológico da obesidade e diabetes tornou-se uma alerta para toda população mundial, considerando-se que as terapias medicamentosas e cirúrgicas para essa epidemia não têm obtido muito êxito. Além disso, a obesidade predispõe inúmeros tipos de câncer, doenças nas articulações, distúrbios cardiovasculares, respiratórias, entre outras. Neste ponto vale ressaltar que pessoas obesas correm mais risco de serem desnutridas, por conta da falta de nutrientes essenciais em sua dieta, que pessoas não obesas. Nessas condições, faz-se urgente e necessário novas abordagens a respeito do tratamento eficaz para a obesidade como prioridade absoluta.

O primeiro passo para se iniciar o tratamento deve-se a redução da ingestão de alimentos hipercalóricos, acompanhado da prática de atividades físicas, bem como uma reeducação alimentar.

Saber dosar e selecionar bem o tipo de alimento a ser ingerido pode contribuir grandemente para uma redução de calorias e, consequentemente, para a perda de peso. Para que os resultados sejam obtidos com grande eficácia, a orientação de um profissional de saúde, especialmente um nutricionista, é imprescindível. Um maior aumento no gasto energético poderá ser conseguido através do aumento da quantidade de gordura marrom.




Estudo recente, intitulado: (Transcriptional control of brown adipocyte development and physiological function—of mice and men), realizado na Faculdade de Medicina de Harvard, Boston (USA), destacou a gordura marrom como um fator responsável por dissipar grandes quantidades de energia química. Assim, aumentando a ineficiência inerente metabólica de células de gordura marrom, seria uma estratégia eficaz para queimar calorias em excesso. Dado o fato de que a maioria das pessoas obesas que não estão longe do equilíbrio energético, a quantidade de BAT ativado necessário para atingir o controle de peso a longo prazo não deve exigir a geração de calor excessivo ou inaceitável.

Segundo os autores do artigo acima citado, Patrick Seale, Shingo Kajimura, and Bruce M. Spiegelman, 2009, os últimos anos têm sido uma explosão de informações relativas ao controle transcricional do desenvolvimento de células de gordura marrom. Ao mesmo tempo, surgiram novos dados que demonstram claramente que os seres humanos adultos realmente têm quantidades substanciais de funcionamento do tecido adiposo marrom (BAT). Juntos, esses avanços estão estimulando uma reavaliação do papel do tecido adiposo marrom em fisiologia e fisiopatologia humana. Estes dados têm também abriu novas oportunidades para o desenvolvimento das classes inteiramente novas de terapêuticas para as doenças metabólicas como obesidade e diabetes tipo II.

Interessados em ver o artigo, acessar:
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http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2763499/?tool=pubmed

Obesidade infantil

    A obesidade atinge 15% das crianças, que estão expostas a riscos que acometem adultos. A falta de exercícios e a alimentação inadequada são os grandes culpados pelo excesso de peso. Só para se ter uma idéia, quando uma criança come um pacote de bolacha na hora do lanche, está ingerindo o equivalente a uma refeição completa em calorias. Os prejuízos são enormes, além do impacto na auto-estima, aumenta a chance de problemas ortopédicos, de infecções respiratórias e de pele, de cirrose hepática por excesso de gordura depositada no fígado (esteatose). 




    Uma criança obesa em idade pré-escolar tem 30% de chances de tornar-se um adulto "rechonchudo", caso esse excesso de peso persistir na adolescência o risco tende a aumentar para 50%. Porque as células adiposas vão ficando cada vez mais concentradas em gordura e multiplicam-se, fenômeno mais comum no primeiro ano de vida, e na adolescência, em menor intensidade. Esse quadro pode ser revertido, principalmente, por uma reeducação alimentar.
Segundo cientistas brasileiros, existem fatores que podem levar à obesidade a partir dos 7 anos de vida:
1. Mães que engordam demais durante a gravidez podem gerar bebês com mais tendência à obesidade;
2. Crianças com peso e altura acima da média entre 8 e 18 meses têm maior propensão ao problema;
3. Ao completar um ano, o bebê não deve pesar mais do que o triplo do que tinha ao nascer;
4. Também não deve crescer mais do que 25 centímetros no primeiro ano.
Crianças e adolescentes brasileiros estão chegando perto dos norte-americanos de sua faixa etária em índices de obesidade e, se não se cuidarem, poderão se tornar os novos gordinhos do século 21, indica um estudo inédito de pesquisadoras da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro).
    O trabalho do Departamento de Medicina Integral, Familiar e Comunitária da UERJ analisou 260 alunos de 10 a 19 anos de uma escola pública no Rio de Janeiro e verificou que 15,6% estavam acima do peso recomendado para a sua faixa etária e 11,7% já poderiam ser consideradas obesos. Nos Estados Unidos, 17% estão nessa situação, embora essa categoria não seja adotada.
No Brasil, uma criança tem excesso de peso quando está acima do percentil 85 da curva de índice de massa corporal ideal (IMC) para a sua faixa etária; para ser considerado obeso, é preciso ultrapassar o percentil 95.







    O IMC é calculado pela divisão do peso em quilos pela altura da pessoa ao quadrado. No caso de adultos, uma pessoa é considerada acima do peso quando tem um IMC acima de um número determinado.

Situação “grave”


O endocrinologista Walmir Coutinho, presidente da Federação Latino-Americana de Sociedades de Obesidade, ressalta que, embora o Brasil esteja atrás dos Estados Unidos, o problema tem piorado tanto que, se nada for feito, o país pode caminhar para uma situação até mais grave’ do que a americana.
    Uma criança obesa não só tem mais chances de se tornar um adulto obeso como aumenta as suas chances de desenvolver doenças como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos. Além dos problemas físicos, a criança tende a enfrentar problemas de auto-estima que podem dificultar os seus relacionamentos e aprendizado escolar.
    Com base em estudos recentes que indicam que a obesidade dos pais é o maior fator de risco para uma criança se tornar obesa, as pesquisadoras da UERJ também avaliaram a relação entre a silhueta dos pais e a dos filhos.
    De acordo com os resultados, 37,9% dos meninos acima do peso relataram ter pais com esse problema; entre os jovens com peso normal, esse índice foi de 28,7%.
O fato de as crianças que participaram do estudo serem de classe média e classe média baixa também é interpretado pelos pesquisadores como um sinal de que pelo menos hoje no Brasil não é preciso ser rico para comer demais.
    Segundo autores do estudo, a pobreza pode ser “um fator de risco” para a obesidade, já que os alimentos mais baratos hoje em dia são os industrializados, com alto índice de açúcar e gordura.

Diabetes: Fatores de Risco

Alguns fatores de risco:

  1. Idade maior ou igual a 45 anos
  2. Histórico familiar de Diabetes Mellitus
  3. Sedentarismo
  4. HDL baixo ou triglicerídeos elevados
  5. Hipertensão
  6. Doença coronariana
  7. Uso de medicamentos que aumentam a glicose (Cortisonas, diuréticos tiazídicos e beta-bloqueadores).

Diabetes Mellitus

É uma doença causada pela má captação de glicose pelas células , seja por falta ou por resistência á insulina, hormônio que ajuda na absorção de glicose.

Formas de Diabetes:

  • Diabetes Mellitus tipo I: Não há ou há pouca produção de insulina, ocasionada pela destruição das células beta do pâncreas.

  • Diabetes Mellitus tipo II: Ocorre quando há resistência a insulina.

  • Outras formas de Diabetes Melittus: Ocasionada por doenças genéticas, infecções, doenças pancreáticas, doenças endócrinas, uso de medicamentos ou drogas.

  • Diabetes Gestacional: A doença se desenvolve durante a gestação.